Documentário sobre Oswaldo Vigas tem estreia mundial no 73º Festival de Veneza

 

Ganhador do Leão de Ouro pelo filme "De Longe te observo", que acaba de estrear no Brasil, o cineasta venezuelano Lorenzo Vigas volta ao Festival de Cinema de Veneza para a estreia mundial do documentário O Vendedor de Orquídeas. O filme é protagonizado pelo artista plástico Oswaldo Vigas, pai do cineasta, que, recentemente, teve sua primeira individual no Brasil, Oswaldo Vigas Antológica 1943-2013, no MAC USP. A 73ª edição do Festival de Cinema de Veneza acontece de 31 de agosto a 10 de setembro.

 

No filme, Oswaldo Vigas, com 80 anos, retorna aos vilarejos (pueblos) onde foi criado em busca de uma pintura roubada durante a sua adolescência. Acompanhado por sua mulher, Janine Vigas, o artista pretendia encontrar a obra para ser exibida em uma exposição sobre o início de sua carreira.

 

A viagem, porém, não se resume à busca por suas primeiras criações. Durante o trajeto, o artista se vê confrontado com um evento de sua juventude que o marcaria para o resto de sua vida, definindo-o como ser humano e como artista, trazendo ao público uma reflexão sobre a passagem do tempo, a importância da memória e, sobretudo, sobre o surgimento do desejo da criação artística.

 

O documentário dirigido por Lorenzo Vigas contou com apoio do Centro Nacional Autónomo de Cinematrografía – CNAC e produção de Adriana Ayala e Pedro Mezquita, fotografia de Cezary Jaworski, e co-produção da Lucía Films, do México.

 

Sobre o artista

Oswaldo Vigas é considerado um dos pioneiros da arte moderna latino-americana, tendo valorizado o legado cultural da região a partir da busca de suas raízes artísticas. Sua obra compõe síntese original entre as raízes culturais da América Latina e as correntes modernas das artes plásticas.

 

Em 1952, tendo recebido os prêmios mais importantes de seu país, Vigas se mudou para Paris, onde viveu por doze anos dedicando-se à pintura. Durante sua estada na capital francesa, participou de inúmeras exposições internacionais, além de ter sido convidado para várias edições do Salão de Maio (Salon de Mai, França), exibindo seu trabalho junto a artistas como Jean Arp, Marc Chagall, Alberto Giacometti, Wifredo Lam, René Magritte, Henri Matisse, Roberto Matta, Max Ernst e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1964, voltou à Venezuela, onde trabalhou incansavelmente até sua morte, em 2014, aos 88 anos.

 

O trabalho de Vigas abrange pintura, escultura, gravura, cerâmica e tapeçaria. O artista foi tema de mais de uma centena de exposições individuais e tem sua obra representada em alguns dos principais museus do mundo, assim como em coleções públicas e privadas. Recentemente, o artista teve sua primeira individual no Brasil, a Oswaldo Vigas Antológica: 1943:2013, no MAC USP.

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