Terra Prometida destaca injustiças no retorno dos pracinhas brasileiros da Segunda Guerra Mundial


No episódio Sobre Heróis e Párias, que a TV Cultura exibe nesta sexta-feira (5/8), às 22h, o programa retrata jovens que se arriscaram em território europeu, mas foram recebidos com descaso pela ditadura de Vargas

São Paulo, 4 de agosto de 2016 – Nesta sexta-feira (5/8)às 22h, a TV Cultura exibe o terceiro episódio inédito da série Terra Prometida, que relata a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. Em Sobre Heróis e Párias, o programa aborda o difícil retorno dos pracinhas que passaram por situações de risco durante o conflito.

Para ilustrar a realidade dos jovens combatentes, esta edição se volta para a história de Amynthas Pires de Carvalho, de Nova Lima, Minas Gerais. No início dos anos 40, ele assistia todas as noites, repleto de curiosidade, ao desenvolvimento do Estado Novo de Getúlio Vargas, debatendo a personalidade carismática do presidente com o pai, um admirador do ditador.

Amynthas integrou o 1º Escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que embarcou quase dois anos depois da convocação dos jovens, em 29 de junho de 1944. Ele seguiu para a Itália fascista após dias de espera no navio norte-americano General Mann, onde anotava cada acontecimento em seu diário.

Pouco depois, o pracinha foi capturado pelas tropas alemãs, que o mantiveram como prisioneiro no campo de concentração Stalag VII A durante seis meses. No entanto, ao retornarem ao Brasil, em 1945, não se observou nenhum atendimento voltado à recuperação física e psicológica dos soldados brasileiros. Sem apoio do Estado, já que eram vistos com preocupação pela ditadura de Getúlio Vargas, e hostilizados pela sociedade, os combatentes da Segunda Guerra assistiram à precoce desmobilização das forças da FEB e foram devolvidos à própria sorte pelo governo.

 

Sobre a Terra Prometida

Com um jeito diferente de falar da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, a série documental Terra Prometida é composta por seis episódios. A produção se utiliza de fatos reais, reconstituídos em animação e com imagens de arquivo de pessoas afetadas pela guerra e imagens históricas.

Produzida pela Conspiração, em coprodução com a Synapse, a série é rica em fatos históricos e tem como pano de fundo momentos importantes da política brasileira da época, sua participação na Segunda Guerra e ainda a ascensão de Hitler, o início do plano de segregação, a humilhação da população de origem judaica e todas as atrocidades do Nazismo. Os roteiristas tiveram a ajuda de historiadores para que tudo pudesse ser contado com o máximo de veracidade.

A direção é de Paschoal Samora, em codireção com Denise Adams. A criação é de Renato Fagundes e Luiz Noronha, e o roteiro é assinado por Haná Vaisman, Gabriella Mancini e Rossana Maurell. A animação ficou por conta do Belli Studio.  




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