Em filme institucional Globo Filmes homenageia os diretores, grandes contadores de história do cinema brasileiro


 

Fazer cinema é realizar sonhos, é permitir que as pessoas façam uma viagem através de fragmentos dos amores, lutas e aventuras das personagens que ganham vida na telona. É algo contagiante. Por isso, não raramente, todo diretor de cinema tem um filme ou uma cena específica que representa o momento exato em que decidiu contar histórias, algo a que se dedicaria, de corpo e alma, por toda vida. Para homenagear esses profissionais, os grandes contadores de histórias do cinema nacional, a Globo Filmes reuniu um time de cineastas brasileiros para revelarem quais histórias marcaram suas vidas. Os depoimentos foram transformados em um filme de 1 minuto e meio que será lançado  durante o Festival do Rio. O material terá também versões menores, de 30 segundos, dedicadas a cada um dos diretores que participaram do trabalho.

 

Em um cenário especial, um estúdio decorado com elementos característicos do cinema, os diretores mudam de lado e, em frente à câmara, compartilham com os espectadores o filme, trecho ou personagem que mais o marcou e que o influencia no trabalho que realiza atualmente.

 

Para René Sampaio, por exemplo, trata-se do filme 'Os Saltimbancos Trapalhões', de J.B. Tanko, com sua capacidade de, ainda hoje, fazer emocionar; já Halder Gomes destaca o trabalho 'Bye Bye Brasil', de Carlos Diegues, e a maneira como a personagem do mágico, capaz de fazer nevar no sertão do nordeste, representa para ele as figuras que aprendeu a admirar, quando criança, por serem o ponto de contato, a janela que trazia o mundo para as cidades pequenas; a diretora Carolina Jabor, selecionou uma cena de 'Tudo Bem', que a marcou por trazer uma visão humana, muito original de seu pai, o diretor Arnaldo Jabor ; Roberto Santucci revela que 'Tropa de Elite' e 'Cidade de Deus' – de José Padilha e Fernando Meirelles, respectivamente – se sobressaem pela excelência, que nada deve ao cinema mundial e faz com que as histórias sejam atemporais e capazes de encantar as pessoas por muitos anos; para José Eduardo Belmonte, 'Terra em Transe', de Glauber Rocha, marca por revelar como o cinema brasileiro pode ser contundente, tanto na forma como no conteúdo; Daniel Filho, por sua vez, se mostra encantado pela maneira como os planos de 'Os Cafajestes', de Ruy Guerra, muito ensaiados, têm a capacidade de fazer com que o espectador sinta, realmente, o que as cenas querem dizer; 'Madame Satã', de Karin Aïnouz, é o filme escolhido por Heitor Dhalia, pela capacidade de adiantar questões ainda tão atuais, como discussões de gênero e lutas de minorias; Jorge Furtado exalta a poesia perfeita do trabalho de Domingos Oliveira em 'Todas as Mulheres do Mundo'; já a cena que nunca saiu da cabeça de Bruno Barreto é a protagonizada por Marília Pera e Fernando Ramos da Silva no filme 'Pixote: A Lei do Mais Fraco', de Hector Babenco; fechando os depoimentos, Julia Rezende revela sua admiração pelo cinema narrativo, de ator e história que Walter Salles apresentou em 'Central do Brasil' e que, até hoje, serve de inspiração para o trabalho da diretora.

 

Encerrando o trabalho, Fernanda Montenegro reforça, em uma locução em off, que o cinema brasileiro está na vida de quem vê e na alma de quem faz. E enquanto a locução revela que esta é uma homenagem da Globo Filmes aos contadores de histórias do cinema brasileiro, a tela que antes exibia os filmes que marcaram vidas, passa a destacar registros dos diretores que compartilharam sua experiência como espectadores em seu ambiente natural, seja atrás das câmeras, seja conduzindo os trabalhos no set de gravação.

 

Ficha Técnica:

Direção de criação:

Sergio Valente, Mariana Sá e Leandro Castilho

Criação

Leandro Castilho, Thiago Fernandes, Alexandre Tommasi e Marcelo Felício 

Atendimento 

Andrea Couto e Flavio Carrijo

Gerente de Produção RTV

Jaqueline Couto

RTV

José Fernando e Thais Soares

Locução

Fernanda Montenegro 

Produtora:

Sentimental Filme

Direção:

Maurício Guimarães e Luciano Zuffo

Direção de Fotografia:

Rodolfo Ancona Lopez (Ruda)

Produção Executiva:

Dudu Venturi e Marcos Araújo

Montagem:

Marcio Canella

Pós-produção:

Sentimental Filme

Finalização:

Sentimental Filme 

Produção da trilha produzida pela CGP:

Mu Carvalho 

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