Documentário inédito narra a história de 300 anos do piano, no SescTV


 

Com os músicos  Rosana Lanzelotte, Eduardo Monteiro, Maria José Carrasqueira e André Mehmari, a produção vai ao ar no dia 26/11, quarta, às 22h


André Mehmari. Foto: Nilton Silva

Documentário inédito na televisão, Piano – Uma História de 300 Anos traça a trajetória do instrumento, desde sua origem, com o cravo, até a atualidade. Produzida a partir do conteúdo de quatro concertos realizados no Sesc Consolação, na capital paulista, a atração aborda diferentes fases históricas do piano, com a cravista Rosana Lanzelotte e os pianistas Eduardo Monteiro, Maria José Carrasqueira e André Mehmari. Realizada pelo Selo Sesc e dirigida por Marcelo Machado, a produção apresenta trechos dos espetáculos e será exibida no SescTV, no dia 26/11, quarta, às 22h, (assista também pela internet emsesctv.org.br/avivo).

 

Presente nas vidas de diferentes músicos, do clássico ao contemporâneo, do erudito ao popular, o piano vem construindo história durante os 300 anos de sua existência. Seu surgimento data do século XVIII, quando o italiano Bartolomeo Christofori criou o pianoforte, sucessor do cravo - instrumento de teclas e cordas que dominava o mercado musical da época. Logo o novo objeto ganhou o mundo e foi considerado o "rei dos instrumentos" por produzir sons fracos e fortes, o que não era possível com o seu antecessor. Para o jornalista, critico musical e curador do documentário, João Marcos Coelho, o piano é o único instrumento capaz de substituir uma orquestra. "Ele sozinho faz melodia e harmonia", diz. 

 

Para contar a história do piano, o documentário é dividido em quatro fases. Na primeira, Do Cravo ao Piano, Rosana Lanzelotte discorre sobre as diferenças entre esses dois instrumentos. Uma delas é a forma como o som é produzido. Segundo a artista, no cravo, as cordas são beliscadas como em um violão, harpa ou cavaquinho e é possível dosar o tamanho de cada nota; já no seu sucessor é possível ter mais dinâmica, porém com mais cautela por ser mais sensível. 

 

Na segunda fase, denominada O Piano Clássico, Eduardo Monteiro analisa obras de compositores do período clássico, como Vivaco, ma non Troppo, da Sonata em Mi Maior Opus 109, do alemão Ludwing van Beethoven; Maestroso, do Concerto nº 1 em Ré Menor, Opus 15, para dois pianos, do também alemão Johnnes Brahms; e A Phanfasie nº 3, K 397, do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, em 1782. "Uma peça bastante profunda, apesar do tempo pequeno", articula. 

 

Para falar sobre O Piano Romântico, tema da terceira fase do documentário, Maria José Carrasqueira destaca peças como Balada nº 2 em Fá Maior, Opus 38, do polonês Frédéric François Choppin; e Sonneto 104 del Petrarca (do Segundo Ano de Peregrinação, Itália), do húngaro Franz Liszi, inventor do recital. Carrasqueira, que dedica parte de seu tempo à música de câmara para piano, comenta que no universo deste gênero musical não há subordinados. "Você tem todos os solistas que se escutam e se conversam". 

 

Na última fase, O Piano Hoje, André Mehmari discute sobre o instrumento no século XX, tocado por nomes como do norte-americano John Cage, que compôs peça até para piano de brinquedo, chamada Suíte for Toy Piano, em 1948. Mehmari aborda ainda a relação entre o piano e o computador e o ato de criar durante o concerto. "A improvisação, ao longo da história da música, foi amiga dos maiores mestres", acredita. 

 

O documentário Piano – Uma História de 300 Anos, que foi lançado em DVD pelo Selo SESC em 2009, também tem a participação dos pianistas Paulo Henrique Almeida e Antônio Carlos Carrasqueira, irmão de Maria José.

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