O SescTV exibe shows inéditos com Hiatus Kayote e Brian Jackson & Zulumbi

 

Jazz, soul, funk e rap permeiam os espetáculos gravados na sexta edição do Festival Batuque, em 2015


                                                                                                                                         Hiatus Kayote. Foto: Adauto Perin.

 

Realizado anualmente no Sesc Santo André, na Região do Grande ABC, em São Paulo, o Festival Batuque recebe artistas nacionais e internacionais, representantes da música negra e suas variações. Dois shows gravados na sexta edição do evento, em 2015, são exibidos no SescTV, no dia 18/2, quarta, às 22h. O primeiro traz o quarteto australiano Hiatus Kayote, que mesclajazzsoul e funk; e o segundo, o cantor e compositor norte americano Brian Jackson, que é convidado da banda brasileira Zulumbi. Estes misturam batuques afro-brasileiros com hip hop(assista também pela internet em sesctv.org.br/avivo).

 

Paul Bender, baxista do Hiatus Kayote, diz que não faz sentido para o quarteto ter um estilo musical definido.  "A gente inventou e também aprendeu nomes de gêneros, como 'future soul', que criamos, ou 'wonder core', que acabamos de bolar", comenta e completa "Simplesmente inventamos nossos próprios gêneros musicais". Em entrevista, o baixista ainda expõe a admiração do grupo por composições de nomes como Jorge Ben Jor, Hermeto Pascoal, Marcos Valle e Sepultura. "É um legado incrível, influências diferentes", pontua. Para a guitarrista e vocalista Nai Palm, a música brasileira tem diversas mudanças de acordes, além de contagens de tempo distintos.   

 

O Hiatus Kayote se apresenta com Nai Palm, na voz, guitarra e teclado; Paul Bender, no baixo; Perrin Moss, na bateria; e Simon Mavin, no sintetizador. No repertório, uma combinação dejazzsoul e funk nas composições MolassesNakamarraJekyll; e Shaolin Monk Mothafunk.

 

Na sequência, o norte-americano Brian Jackson sobe ao palco ao lado da banda brasileira Zulumbi.  Pela primeira vez no Brasil, o cantor e pianista revela que desde criança ouvia ritmos do País e queria conhece-lo.  Segundo ele, algumas de suas canções, como Song for Bobby Smith, são inspiradas em obras de compositores brasileiros.  O cantor não esconde a alegria de poder trabalhar com a Zulumbi, banda que tem como um dos integrantes o ex-guitarrista do grupo Nação Zumbi, Lúcia Maia. "Eles são artistas jovens e essa combinação diz tudo para mim". Jackson lembra do dia em que escreveu sua primeira música em parceria com seu conterrâneo, o músico, poeta e ativista  Gil Scott Heron (1949-2011), conhecido também como o "padrinho do rap". Já Rodrigo Brandão, vocalista da Zulumbi, expõe seu interesse pelas obras desses dois músicos.

 

No show, Brian Jackson & Zulumbi cantam músicas como The Revolution Will Not Be Televised (Adaptação Livre); Home Is Where The Hatred IsPieces of a ManAngel Dust; e Lady Day & John ColtraneCom Brian Jackson, na voz e piano, a Zulumbi tem Maurício Takara, na bateria e direção musical; Rodrigo Brandão e Tiago Munhoz, nas vozes; Lúcio Maia, na guitarra; PG, como DJ; Guilherme Granado, no teclado e voz; Rogério Martins, na percussão e clarinete; e Marcos Gerez, no baixo. 

 

Os shows tem direção para TV de Daniel Pereira.

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